Diário do Designer #3: Bem vindos a lista Newsletter do blog e Playmates

Sumido sim, desaparecido nunca!

Olá a todos!

Tive alguns problemas pessoais que me fizeram ficar afastado do desenvolvimento do jogo porém estou voltando.

Nos últimos dias eu resolvi pedir a vocês entusiastas do Geopolitics Boardgame na página do Facebook seus e-mails para que eu pudesse fazer uma lista para o newsletter deste blog, o que me foi fornecido gentilmente.  Até o momento 25 pessoas na lista e espero que cresça ainda mais. Esta newsletter será a primeira desde que foi feita a lista então quero transmitir as boas vindas!

Meu objetivo principal é receber críticas e sugestões ao projeto então espero a participação de todos nesse blog, pois é isso que mantém o desenvolvimento qualitativo bem ativo, várias modificações no jogo foram resultado de críticas dos jogadores que já fizeram playtestes então cada idéia é realmente analisada, portanto, sentem o dedo!

Sentem o dedo!

Um abraço,

João Renato Paulon
Game Designer


Desenvolvimento dos Playmates

Um dos principais problemas enfrentados por um monster game é a questão do espaço ocupado do jogo montado, assim é claro que é uma preocupação que assola o desenvolvimento.

Dentro da ideia de otimizar a área de jogo, inicialmente com o novo tabuleiro que incorporou os dois sidebords seguiu-se a necessidade de aperfeiçoar os playmates que possuiam as seguintes funções;

  1. Colocar os Marcadores de Comércio;
  2. Informar a habilidade especial;
  3. Informar o Setup Inicial;
  4. Quadro com especificação das Unidades Militares;
  5. Gerenciar recursos : Marcador de Comando, Logística e  Estratégia.
  6. Quadro com a sequencia do jogo.

Problema prático: muito grandes, muita informação e poluição e problemas com contrastes.

Observem como eram os playmates:

Playmate antigo – EUA
Playmate antigo – Brasil
Playmate antigo – China
Playmate antigo – Alemanha
Playmate antigo – Reino Unido
Playmate antigo Rússia

Percebi que o Setup inicial poderia ser informado em uma carta ou estar no manual. Além do mais penso que o jogo pode ter cenários específicos ou adiantados diferentes do setup inicial e que pode deixar essa informação inútil no playmate apenas ocupando espaço.

Com relação a especificação das Unidades Militares, devido a quantidade de informações e principalmente a falta de ilustrações para que o jogador melhor identifique cada uma delas, — o que exigiria uma área maior — , decidi por retirar do playmate. Acredito que uma carta ou folheto de papel cartão poderá atender bem de forma melhor distribuída.

Desta forma reduziu-se a área necessária para o playmate o que possibilitou a redução do tamanho do playmate de 28×16 para 16×11 e uma melhor ênfase das artes.

O conceito do playmate ainda está sendo desenvolvido, mas por enquanto está assim:

Playmate novo em desenvolvimento – Rússia
Playmate novo em desenvolvimento – Alemanha
Playmate novo em desenvolvimento – Reino Unido

Além disso foram retirados os brasões de armas por uma arte.

As bandeiras foram substituídas por uma arte abstrata de linhas das cores dos países porém penso que a bandeira tenha mais a ver com a ideia do jogo, e, portanto, vou pedir que o designer Douglas Duarte elabore uma bandeira do lado esquerdo.

As bordas também estão muito espessas, estou pedindo para diminuir.

As artes eminentemente militares dos antigos playmates foram substituídas por artes que tenham mais a ver com os prédios mais importantes dos governos (p. ex. palácios), dando uma pegada mais de “Poder Executivo” do jogo do que ênfase militar.

Afinal, os conflitos militares do jogo são bem secundários. Para se ter uma idéia, das 7 partidas que não chegaram ao fim, por causa de restrição de tempo de eventos ou jogadores, não houve até agora conflitos diretos entre as Superpotências. Os conflitos mais utilizados eram pelas proxy wars, através do recrutamento de exércitos não regulares (terroristas, mercenários etc.)


Resumo do que está sendo pensado para os playmates:

  1. Retirar filtro de cores das imagens;
  2. Substituir tiras de cores das bandeiras por uma bandeira do lado esquerdo;
  3. Diminuir espessura das bordas;
  4. Colocar um espaço para os Marcadores de Comércio;

 

Novo Tabuleiro para estrear no Diversão Offline 2017

Está chegando o grande dia! Amanhã (19) e Domingo (20) estarei no Diversão Offline 2017, apresentando o novo tabuleiro do Geopolitics Boardgame no stand da Game Maker, empresa especializada em prototipagem de jogos de tabuleiro.

Vejam como ficou!

Agora observem o antes o depois:

Esse trabalho foi concluído graças ao profissionalismo de Douglas Duarte.

Como pode ser verificado, foram abolidos os 2 sideboards que estendiam muito a área de jogo. Agora, a Trilha da Vitória, os Indicadores de Pontos de Penalidade, o Marcador de Relações Internacionais, os Marcadores de Armas Estratégicas, o Controle dos 18 Oleodutos (antes eram apenas 4) foram incorporados no tabuleiro. Antes não havia o Marcador de Segurança Energética e foi também incluído.

A infinidade de territórios navais também foi abolida.  Com isso a movimentação de navios ficou mais dinâmica, afinal a preparação de embarcações e o descolamento pelos mares é muito mais dinâmico.

Trilha da Vitória, Marcadores de Relações Internacionais e Marcador de Segurança Energética.

Essas pecinhas de madeira foram inspiradas na série COIN (Counter Insurgency) da GMT.

Marcador de Penalidades, Marcador de Armas Estratégicas e Controle de Oleodutos.

Vale a pena conferir o detalha do Controle dos Oleodutos.

Controle de Oleodutos

Como já explicado em outro post, o jogador que controlar o oleoduto poderá recolher aqueles barris e alocá-los em seu Marcador de Segurança Energética.

Se o jogador atingir o barril com a estrela amarela, o jogador conseguirá concluir uma das duas condições de vitória. A outra é obter um numero de pontos 1 à 15 (conforme a configuração de jogo Rápido, Normal ou Longo).

Essa mecânica só desenvolvida nessa versão, vai possibilitar simular a agressividade das Superpotências no teatro geopolítico, pois sem o petróleo não há ganhador, não importa o que se faça, simples assim!

De um lado a agressividade e de outro a negociação e diplomacia. Europa precisa de muito petróleo, então ou apoia os EUA em sua cruzada no Oriente Médio ou terá que sentar na mesa de negociações com a Rússia. Todavia, os EUA não querem o seu maior concorrente com essa condição de vitória, portanto terá que capitanear uma “Guerra ao Terror”no Oriente Médio para obter muita quantidade de petróleo, inclusive controlando oleodutos que anulam rotas de influência da Rússia.

Observe que a Rússia não possui o objetivo de Segurança Energética, porém precisa vender toda a sua potencialidade de petróleo (barris brancos) para poder ter a condição de vitória.